Conhecer alguém novo em viagem é um dos verdadeiros prazeres de andar pelo mundo. Também vale a pena fazê-lo com algum cuidado. Está num lugar desconhecido, muitas vezes sem a sua rede de apoio habitual, às vezes numa língua que não domina totalmente. Nada disso deve impedi-lo de conhecer pessoas — significa apenas que vale a pena tornar automáticos alguns hábitos sensatos. Bem feita, a segurança não é o oposto de uma viagem aberta e sociável. É o que lhe permite continuar aberto.
Antes do encontro: uma pequena avaliação faz muita diferença
Se combinou encontrar-se com alguém — através de uma aplicação, de uma plataforma ou de um contacto comum — dedique alguns minutos a saber quem é primeiro. Uma videochamada curta antes de se verem em pessoa diz-lhe mais do que cem mensagens: confirma que é real e dá-lhe uma ideia de como é. Veja quão completo e coerente é o perfil. Desconfie ligeiramente de quem recusa uma chamada, acelera o ritmo ou cuja história vai mudando. Nada disto é prova de nada — mas em conjunto vale a pena notar.
O primeiro encontro: público, de dia, com a sua própria saída
Torne o primeiro encontro fácil de manter seguro. Escolha um lugar público e movimentado — um café popular ou uma praça central — e encontrem-se de dia, se puderem. Organize a sua própria ida e, mais importante, o seu próprio regresso, para nunca depender da outra pessoa para o transporte. Mantenha o telefone carregado e guarde a morada do seu alojamento até haver confiança. Não há nada de mal-educado nisto; uma pessoa atenciosa vai entender perfeitamente.
Porque os perfis verificados importam
A maior incerteza ao conhecer alguém online é saber se é quem afirma ser. As plataformas que verificam os seus membros — confirmando a identidade e não apenas um endereço de email — eliminam quase toda essa incerteza antes mesmo de se verem. Quando pode ver que um perfil foi verificado, a conversa começa a partir da confiança e pode concentrar-se em saber se gosta realmente da pessoa em vez de saber se é genuína. Sempre que tiver escolha, prefira serviços que levam a verificação a sério.
Diga a alguém e mantenha-se contactável
Antes de sair, diga a alguém de confiança onde vai, com quem se vai encontrar e quando espera voltar — um amigo em casa ou outro viajante serve. Partilhe com essa pessoa a sua localização em direto durante o encontro. Combinem um sinal simples: uma mensagem a uma hora marcada a dizer que está tudo bem. Isto leva trinta segundos e significa que, se algo estiver errado, alguém sabe depressa. É o mesmo hábito que os viajantes sensatos usam para uma caminhada a solo; um primeiro encontro merece o mesmo.
Confie no seu instinto
A ferramenta de segurança mais subestimada é a sensação de que algo não está certo. Se uma pessoa, um lugar ou uma situação o deixa desconfortável, não precisa de uma razão e não deve nenhuma explicação. Pode sempre encurtar um encontro, mudar um plano ou simplesmente sair. Uma pessoa genuína e decente não se ofende com prudência. Quem o pressiona a ignorar o seu próprio desconforto está, nesse momento, a dizer-lhe para confiar ainda mais no seu instinto.
A prudência é o que o mantém aberto
Nada disto tem a ver com viajar com medo. É o contrário. Quando o básico está resolvido — avaliou a pessoa, escolheu um lugar público, alguém sabe onde está, a plataforma verificou-a — fica livre para relaxar e desfrutar do encontro pelo que é. Os bons hábitos são discretos, rápidos e passam para segundo plano. O que deixam é a confiança para continuar a dizer sim a pessoas novas, viagem após viagem.