Em casa, avalia as pessoas sem pensar nisso. Conhece alguém que as conhece, sabe de que bairro estão a falar, lê os pequenos sinais na forma como falam. No estrangeiro, quase tudo isso desaparece. Encontra-se com alguém numa cidade que mal conhece, muitas vezes noutra língua, sem amigos em comum a quem perguntar. É precisamente por isso que a verificação importa mais em viagem do que em qualquer outro lugar.
O que a viagem lhe tira
Quando se encontra com um desconhecido na sua cidade, há muito trabalho silencioso de segurança a acontecer em segundo plano. Sabe que cafés estão movimentados, quanto tempo demora a voltar a pé e a quem ligar se algo lhe parecer estranho. Em viagem, perde grande parte desse contexto. Pode não saber o número de emergência local, que zonas ficam vazias à noite ou como soa uma primeira conversa normal naquela cultura.
Nada disto significa que conhecer pessoas no estrangeiro seja arriscado por natureza. A maioria dos viajantes que se liga a um desconhecido passa um bom bocado, e nada mais. Mas quando o seu instinto habitual tem menos em que se apoiar, ajuda ter um dado sólido antes do encontro: a pessoa é quem o perfil diz que é.
O que a verificação confirma realmente
No mytripdate, a verificação de identidade faz-se com a câmara do telemóvel. O membro fotografa a frente e o verso de um documento de identificação e depois tira três fotos do rosto: de frente, virado para a esquerda e virado para a direita. Essas fotos são analisadas por uma pessoa da nossa equipa, o que costuma levar um ou dois dias. Se o rosto corresponder ao documento e ao perfil, o membro recebe um selo de verificado.
Em termos simples, um selo de verificado diz-lhe três coisas:
- por trás do perfil está uma pessoa real com um documento de identificação real;
- o rosto nas fotos de verificação dessa pessoa corresponde ao documento;
- o perfil foi analisado por um ser humano, não apenas por um programa.
Isso afasta os problemas mais comuns ao conhecer desconhecidos online: identidades inventadas, fotos emprestadas e contas geridas por alguém que não é a pessoa das imagens.
O que a verificação não lhe diz
É igualmente importante ser honesto quanto aos limites. A verificação confirma a identidade, não o carácter. Não lhe diz se alguém é simpático, se os planos coincidem com os seus ou se vão gostar da companhia um do outro. Um membro verificado pode, ainda assim, não ser a pessoa certa para si, chegar atrasado ou mudar de ideias sobre uma viagem.
Também não substitui o seu próprio juízo. Se uma conversa lhe parecer insistente, se alguém pedir dinheiro ou se a história mudar constantemente, esses sinais contam mais do que qualquer selo. Pense na verificação como um primeiro filtro sólido, não como uma garantia.
Porque importa mais no estrangeiro
Os perfis falsos costumam apoiar-se na distância. Quem diz estar a viajar, a trabalhar fora ou prestes a chegar à sua cidade tem uma desculpa pronta para nunca mostrar a cara numa videochamada e para lhe pedir confiança depressa. Quando é você quem viaja, o padrão pode inverter-se: um desconhecido oferece-se para lhe mostrar a cidade, ajudar com um quarto ou ir buscá-lo ao aeroporto.
A maioria dessas ofertas é genuína. Viajantes e locais ajudam-se constantemente. Mas quando é o visitante tem menos forma de confirmar a oferta, por isso saber que a pessoa passou por uma verificação de identidade elimina uma boa parte da incerteza antes de aceitar seja o que for.
Como tirar bom partido da verificação
Um selo é mais útil quando o combina com alguns hábitos simples:
- Filtre primeiro. Use a opção de mostrar apenas membros verificados quando procurar companheiros de viagem numa cidade nova. A lista fica mais curta, mas todos os que lá estão passaram pela mesma verificação.
- Converse antes de se encontrarem. Troquem mensagens no site durante algum tempo. Pergunte pelos planos, pela forma de viajar e pelo que espera do encontro. Pessoas reais respondem com facilidade a perguntas reais.
- Veja o perfil completo. As fotos, a descrição e os planos de viagem contam uma história coerente? A verificação confirma o rosto; o resto do perfil mostra a pessoa.
- Primeiro encontro num local público. Um café movimentado, um mercado ou um museu são ideais. Evite primeiros encontros em casas particulares, carros ou locais isolados, mesmo com um membro verificado.
- Diga a alguém onde está. Partilhe o nome do local e a hora com um amigo ou familiar e trate você mesmo do regresso.
- Nunca envie dinheiro. Nenhum verdadeiro companheiro de viagem precisa de uma transferência sua antes de se conhecerem. Denuncie quem a pedir.
Verifique-se também
A verificação funciona melhor quando vai nos dois sentidos. Se pede aos outros que provem quem são, é justo fazer o mesmo. Um selo de verificado no seu perfil mostra às pessoas a quem escreve que leva a sério um encontro seguro, e com o filtro de verificados mais membros vão vê-lo. Leva poucos minutos com o telemóvel.
Também facilita as suas próprias viagens. Quando chega a um sítio novo e procura alguém com quem o explorar, um perfil verificado faz muitas vezes a diferença entre ser ignorado e receber uma resposta simpática.
Se algo lhe parecer errado
Confie nessa sensação. Pode terminar uma conversa a qualquer momento, bloquear um membro e denunciar um perfil diretamente no site. Se já estiver no encontro e se sentir desconfortável, vá-se embora. Uma desculpa educada basta, e não deve explicações a ninguém. As denúncias ajudam-nos a analisar contas e a manter a comunidade mais segura para o próximo viajante.
Em resumo
Conhecer alguém no estrangeiro pode transformar uma viagem comum numa de que se lembrará durante anos: uma caminhada partilhada, um jantar demorado, um amigo numa cidade a que vai voltar. A verificação não cria esses momentos, mas tira do caminho uma das maiores incógnitas antes de eles acontecerem. Repare no selo, mantenha os seus bons hábitos e deixe espaço para as boas surpresas, que são o verdadeiro sentido de viajar.