Santorini

Santorini é uma ilha vulcânica de vilarejos brancos pendurados em penhascos sobre uma caldeira inundada, onde o pôr do sol, o vinho e as noites sem pressa tornam fácil dividir a vista com alguém novo.

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Photo: Norbert Nagel / CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Santorini

Santorini é a ilha mais ao sul das Cíclades, no mar Egeu, e o seu formato conta a sua história. Há cerca de 3.600 anos, uma das maiores erupções vulcânicas da história da humanidade explodiu o centro da ilha, e o mar entrou para formar a caldeira, uma enorme lagoa cercada por penhascos de até trezentos metros de altura. Na borda ficam os vilarejos que aparecem em todos os cartões-postais: Fira, a animada capital; Firostefani e Imerovigli, mais tranquilos e mais altos; e Oia, na ponta norte, famosa pelo pôr do sol. O outro lado da ilha desce suavemente até praias de areia preta e vermelha, vinhedos e vilarejos tradicionais do interior, como Pyrgos e Megalochori. Santorini é pequena, cerca de dezoito quilômetros de ponta a ponta, então quase tudo fica a menos de meia hora de ônibus ou de carro. Também é uma das ilhas mais visitadas da Grécia, e no auge do verão os vilarejos da caldeira lotam de passageiros de cruzeiros durante o dia. O segredo é organizar bem os dias: percorra a borda cedo de manhã ou no fim da tarde, passe as horas de calor na praia ou numa vinícola e se hospede um pouco longe das vielas mais movimentadas. Os moradores estão acostumados com visitantes, são simpáticos e práticos, e muitos jovens gregos e europeus trabalham na ilha durante a temporada, o que dá aos bares e beach clubs uma mistura sociável e internacional. Santorini também é um lugar feito para compartilhar momentos: uma taça de Assyrtiko local no pôr do sol, uma caminhada pelos penhascos ou um passeio de barco até o vulcão são jeitos naturais de conhecer alguém. Fora de julho e agosto, a ilha fica mais calma e acolhedora, e é mais fácil encontrar um terraço tranquilo com a caldeira inteira à sua frente.

Lugares para visitar

Fira

A capital da ilha se derrama pelo penhasco num labirinto de vielas brancas, igrejas, lojas e terraços com vista para a caldeira. É o vilarejo mais animado, com mais bares, restaurantes e vida noturna, e uma boa base se você quer estar no meio de tudo. Do porto antigo, que se alcança de teleférico, pela trilha dos burros ou por quase seiscentos degraus, saem barcos para o vulcão e para as fontes termais. O Museu da Thera Pré-Histórica exibe achados da cidade da Idade do Bronze de Akrotiri, incluindo delicadas pinturas murais.

Oia

Na ponta norte da ilha, Oia é a Santorini das cúpulas azuis, dos moinhos e das casas-caverna escavadas na rocha. É famosa principalmente pelo pôr do sol, que toda noite de verão atrai multidões às ruínas do castelo. Vá de manhã ou explore as vielas de trás à tarde para curtir com calma, e depois desça os degraus até a baía de Ammoudi, um portinho com tavernas de peixe à beira d'água e pedras onde os moradores nadam.

A trilha da caldeira de Fira a Oia

Uma trilha de cerca de dez quilômetros acompanha a borda da caldeira de Fira, passando por Firostefani e Imerovigli, até Oia, com vista para a lagoa e para as ilhas vulcânicas o tempo todo. A primeira metade é calçada e fácil; a segunda sobe por cristas abertas, e o percurso inteiro leva de três a quatro horas. Saia cedo, leve água e chapéu, e termine com um almoço ou um mergulho em Oia. É um dos melhores jeitos de ver a ilha e de conversar pelo caminho.

Akrotiri

Soterrada pelas cinzas vulcânicas por volta de 1600 a.C., a cidade da Idade do Bronze de Akrotiri costuma ser chamada de Pompeia do Egeu. Sob uma cobertura de proteção, você caminha por ruas ladeadas de casas de dois e três andares, surpreendentemente sofisticadas para a época. Perto dali, a uma curta caminhada, fica a Praia Vermelha, com penhascos de rocha vulcânica avermelhada, embora o acesso às vezes seja restrito por causa de desmoronamentos.

Pyrgos e os vilarejos do interior

Pyrgos, construído em torno de um castelo veneziano num morro no centro da ilha, é um dos vilarejos tradicionais mais bem preservados, com vielas tranquilas, capelas e vista para a ilha inteira. Perto dali, Megalochori tem uma pracinha com tavernas sob as árvores e antigas vinícolas pelas ruas. Esses vilarejos mostram uma Santorini mais calma e vivida, principalmente à noite, quando os visitantes de um dia já foram embora.

Perissa, Kamari e as praias pretas

Na costa sudeste, as longas praias de Perissa, Perivolos e Kamari têm areia vulcânica escura, água cristalina e uma fileira de bares de praia, tavernas e espreguiçadeiras. São mais descontraídas e baratas que os vilarejos da caldeira, e muitos trabalhadores de temporada e viajantes jovens se hospedam por ali. Entre Kamari e Perissa ergue-se a rocha da Antiga Thera, ruínas de uma cidade do período clássico com uma vista ampla para o mar.

Onde sair

O ritual do pôr do sol

Ver o sol mergulhar na caldeira é o ritual coletivo da ilha. Oia é o lugar mais famoso, mas Imerovigli, Firostefani, o farol de Akrotiri e o morro de Pyrgos são igualmente lindos e bem menos lotados. Muita gente reserva uma mesa num terraço ou leva uma garrafa de vinho para um mirante tranquilo. Quando o sol some, é comum a plateia inteira aplaudir.

A noite em Fira

Fira concentra a vida noturna da ilha, de bares de drinques em terraços sobre a caldeira a pequenas baladas nas vielas atrás da rua principal, que ficam abertas até de madrugada. No verão o público é jovem e internacional, e muitos barmen e garçons são trabalhadores de temporada de toda a Europa. O clima é descontraído, e é fácil puxar conversa no balcão.

Bares de praia na costa sul

Em Perissa e Perivolos, os bares de praia servem drinques nas espreguiçadeiras durante o dia e viram pequenas festas com DJ no pôr do sol. O clima é mais informal e barato que nos vilarejos da caldeira, e vôlei de praia, esportes aquáticos e grupos de albergue facilitam conhecer outros viajantes.

Degustação de vinhos

Santorini tem uma tradição vinícola de milhares de anos. As videiras crescem rentes ao chão, em forma de cesto, para se proteger do vento; o vinho branco símbolo da ilha, o Assyrtiko, é fresco e mineral, e o Vinsanto é um vinho doce feito com uvas secas ao sol. Várias vinícolas oferecem degustações em terraços com vista, e um roteiro de degustação é uma atividade fácil e gostosa de compartilhar.

Passeios de barco e o vulcão

Do porto antigo e da baía de Ammoudi saem barcos para Nea Kameni, a ilha vulcânica no meio da caldeira, onde dá para subir até a cratera, e para as águas termais de Palea Kameni, para um mergulho. Os passeios de catamarã pela caldeira, com paradas para nadar, jantar e pôr do sol a bordo, fazem sucesso tanto entre casais quanto entre grupos de amigos.

Coisas para fazer

Caminhe pela borda da caldeira

A trilha de Fira a Oia é a caminhada clássica, mas até um trecho curto de Firostefani a Imerovigli rende vistas espetaculares. Caminhar lado a lado pelos penhascos é um jeito descontraído de passar a manhã com alguém, e não faltam cafés para parar e beber alguma coisa.

Nade em praias vulcânicas

Experimente a areia preta de Perissa e Kamari, os seixos de Vlychada com seus penhascos brancos esculpidos ou as pedras abaixo de Oia, em Ammoudi. A água é limpa e transparente, e no verão a areia esquenta muito, então leve chinelo.

Faça uma aula de culinária ou um tour gastronômico

O solo vulcânico e seco de Santorini produz tomatinhos-cereja, berinjelas brancas e uma ervilha amarela partida chamada fava, presentes em muitos pratos locais. Aulas de culinária e tours gastronômicos, muitas vezes combinados com a visita a uma vinícola, são um jeito divertido de conhecer a ilha e as pessoas que dividem a mesa com você.

Visite a Antiga Thera e Akrotiri

Os dois sítios arqueológicos da ilha mostram épocas bem diferentes: a cidade da Idade do Bronze soterrada pela erupção e a cidade clássica na montanha entre Kamari e Perissa. Juntos, rendem uma boa meia jornada de história entre um mergulho e outro.

Pule para uma ilha vizinha

Balsas ligam Santorini a ilhas próximas como Ios, Folegandros e Naxos, cada uma com um clima mais tranquilo e tradicional. Um ou dois dias juntos em outra ilha são um bom próximo passo depois de um primeiro encontro e uma forma de fugir das multidões do verão.

Ótimos lugares para primeiro encontro

Informações úteis

Melhor época

Maio, junho, setembro e o começo de outubro são os melhores meses, com mar morno, dias longos e ensolarados e menos visitantes que no auge do verão. Julho e agosto são quentes, lotados e caros, e os vilarejos da caldeira enchem de passageiros de cruzeiros durante o dia. De novembro a março muitos hotéis e restaurantes fecham, há menos balsas e o tempo pode ser ventoso e fresco, mas a ilha fica tranquila e muito mais local.

Como se locomover

Santorini tem aeroporto com voos de Atenas e de muitas cidades europeias na temporada, e um porto de balsas em Athinios com ligações para o Pireu e outras ilhas. Os ônibus locais saem de Fira para a maioria dos vilarejos e praias e são baratos, embora fiquem cheios no verão. Alugar carro, quadriciclo ou scooter dá mais liberdade, mas as estradas são estreitas e estacionar nos vilarejos da caldeira é difícil. Há poucos táxis, e vale reservar com antecedência.

Idioma e conhecer pessoas

O grego é a língua local, e o inglês é muito falado no turismo. Algumas palavras em grego, como kalimera para bom dia e efcharistó para obrigado, são bem recebidas. Os gregos são calorosos e hospitaleiros, e as conversas costumam surgir com facilidade em volta da comida ou do vinho. As refeições são tarde e compartilhadas, e no verão as noites vão bem além da meia-noite. A moeda é o euro.

Onde se encontram viajantes e expatriados

Fira é o ponto de encontro da vida noturna e dos muitos jovens europeus que trabalham na temporada de verão na ilha. Perissa e Kamari atraem mochileiros, hóspedes de albergues e amantes de praia, enquanto Imerovigli e Oia agradam aos casais. Passeios de barco em grupo, roteiros por vinícolas, aulas de culinária, grupos de caminhada na trilha da caldeira e bares de praia na costa sul são jeitos fáceis de conhecer moradores e outros viajantes.

Perguntas frequentes

Santorini é boa para quem viaja sozinho?

Sim, principalmente se você ficar em Fira, Perissa ou Kamari, onde há albergues, bares de praia e muitos outros viajantes. Atividades em grupo, como passeios de barco, tours de vinho e caminhadas, facilitam conhecer pessoas.

Quantos dias preciso em Santorini?

Três ou quatro dias bastam para percorrer a caldeira, visitar Akrotiri, curtir as praias, fazer um passeio de barco e ver alguns pores do sol. Acrescente um ou dois dias se quiser visitar uma ilha vizinha.

Santorini é cara?

É uma das ilhas gregas mais caras, principalmente os hotéis com vista para a caldeira no verão. Dá para economizar ficando na costa sul, usando os ônibus locais, comendo em tavernas do interior e viajando em maio, junho ou setembro.

Como fugir das multidões?

Visite Oia e Fira cedo de manhã ou no fim da tarde, veja o pôr do sol de Imerovigli ou Pyrgos em vez de Oia e passe as horas do meio do dia numa praia ou vinícola. Viajar fora de julho e agosto é o que faz mais diferença.

Quando Santorini é mais sociável?

De junho a setembro, quando bares, beach clubs e passeios de barco estão cheios e há muitos jovens trabalhando na temporada. Em maio e outubro o clima é mais calmo e combina com encontros sem pressa e mais pessoais.

É seguro encontrar alguém de um aplicativo em Santorini?

Santorini é uma ilha segura, e valem as regras de bom senso de sempre: no primeiro encontro, marque num lugar público movimentado, avise alguém de confiança aonde você vai e organize sua própria volta para o hotel. Tome cuidado nas trilhas dos penhascos à noite e nas estradas estreitas se estiver de scooter. Fira e os vilarejos da caldeira continuam animados até tarde e são lugares naturais para um primeiro encontro.

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