Cracóvia é uma cidade universitária histórica e de tamanho humano, onde praças medievais, bares em porões à luz de velas e conversas espontâneas se encontram.
RegistarCracóvia foi por séculos a capital real da Polônia e é uma das poucas grandes cidades da Europa Central cujo centro histórico atravessou a Segunda Guerra Mundial praticamente intacto. Seu coração é o Rynek Główny, uma das maiores praças de mercado medievais da Europa, cercada de casarões, cafés e das torres da Basílica de Santa Maria, e envolvida pelo Planty, um parque que segue o traçado das antigas muralhas. Ao sul ergue-se a colina de Wawel com o castelo real sobre o rio Vístula, e mais adiante fica Kazimierz, o histórico bairro judeu, hoje o lugar com mais atmosfera da cidade para sair à noite. O que torna Cracóvia fácil para quem visita é o tamanho e a energia. Quase tudo dá para fazer a pé, os preços são mais baixos que na Europa Ocidental e a cidade tem uma das universidades mais antigas da Europa e dezenas de milhares de estudantes, que mantêm bares, cafés e baladas cheios o ano todo. Os poloneses podem parecer reservados no início, mas num ambiente compartilhado, como uma mesa de bar, um passeio a pé ou um festival, são calorosos, curiosos e bem-humorados, e muitos jovens falam bem inglês. Cracóvia também tem uma história sombria que merece respeito: o antigo gueto judeu em Podgórze e o memorial de Auschwitz-Birkenau, ali perto, fazem parte de entender a cidade.
A praça principal é a sala de estar da cidade: um enorme espaço aberto cercado de casas coloridas e mesinhas ao ar livre, com o renascentista Mercado dos Tecidos, Sukiennice, no meio, onde sob as arcadas se vendem âmbar, entalhes em madeira e lembrancinhas. No andar de cima há uma galeria de pintura polonesa do século XIX, e embaixo da praça um museu subterrâneo mostra o mercado medieval que existia ali. No verão as mesas ficam cheias de manhã até tarde da noite; em dezembro a praça recebe um dos mercados de Natal mais famosos da Europa.
A igreja gótica de tijolos, com duas torres desiguais, domina a praça. Lá dentro, o retábulo de madeira entalhada de Veit Stoss é uma das obras-primas da arte do fim da Idade Média. A cada hora, um trompetista toca o hejnał da torre mais alta, uma melodia curta que é interrompida no meio de uma nota em memória de um vigia lendário. No verão dá para subir na torre e ver a praça do alto.
O castelo real e a catedral ficam numa colina de calcário acima do rio, onde por séculos os reis da Polônia foram coroados e sepultados. A catedral guarda túmulos reais e o enorme sino de Sigismundo, e os salões do castelo exibem tapeçarias renascentistas. Ao pé da colina, à beira do rio, uma estátua de metal do Dragão de Wawel solta fogo a cada poucos minutos, para alegria de crianças e adultos. Chegue cedo, porque algumas exposições têm número limitado de ingressos.
Fundado como uma cidade separada e lar por séculos de uma das maiores comunidades judaicas da Europa, Kazimierz combina sinagogas históricas e um cemitério judaico com alguns dos bares mais animados de Cracóvia. Visite durante o dia a Sinagoga Velha e a Sinagoga Remuh e volte à noite, quando os pátios e os bares à luz de velas em volta da praça Nowy enchem. No pavilhão redondo no meio da praça, barracas vendem até tarde da noite as zapiekanki, os famosos sanduíches abertos e compridos de Cracóvia.
Do outro lado do rio, em frente a Kazimierz, Podgórze foi o local do gueto judeu durante a guerra. O museu na antiga fábrica de esmaltados de Oskar Schindler conta a história de Cracóvia sob a ocupação alemã de forma imersiva e comovente, e a praça dos Heróis do Gueto, ali perto, com suas cadeiras vazias, é um memorial silencioso. A passarela do Padre Bernatek liga Podgórze a Kazimierz e é uma travessia gostosa no pôr do sol.
O Planty é um anel de jardins de cerca de quatro quilômetros que contorna a Cidade Velha onde antes ficavam as muralhas, ideal para uma caminhada tranquila, com bancos ao longo de todo o percurso. Abaixo de Wawel, as margens do Vístula são onde os moradores andam de bicicleta, sentam na grama e se encontram nas noites de verão em barcaças transformadas em bares. Para uma vista mais ampla da cidade, suba o Monte de Krakus em Podgórze ou o Monte Kościuszko, a oeste.
Muitos bares de Cracóvia ficam escondidos nos porões com abóbadas de tijolo dos casarões medievais, aos quais se chega por pátios e escadas estreitas. Tem de tudo, de barzinhos de vinho tranquilos a points estudantis lotados com bebida barata e música alta. O melhor jeito de achá-los é entrar pelos portões em volta da praça principal e seguir o barulho. As mesas compartilhadas e os espaços apertados facilitam conversar com desconhecidos.
Kazimierz tem a vida noturna com mais personalidade da cidade: bares cheios de móveis descombinados e velhas máquinas de costura, pequenas casas de jazz e música klezmer, pubs de cerveja artesanal e bares de coquetéis. A região da praça Nowy e da rua Szeroka fica animada todas as noites, e no verão a galera transborda para as ruas e os pátios. O clima é mais descontraído e criativo do que barulhento.
Com a Universidade Jaguelônica, fundada em 1364, e várias outras faculdades, Cracóvia tem uma enorme população estudantil e uma forte comunidade Erasmus. Isso significa bares baratos, festas frequentes, intercâmbios de idiomas e eventos culturais durante todo o ano letivo. Os clubes estudantis e os encontros internacionais estão entre os jeitos mais fáceis de conhecer tanto moradores quanto outros viajantes.
O Festival de Cultura Judaica, no fim de junho e começo de julho, enche Kazimierz de shows, oficinas e um grande show de encerramento ao ar livre na rua Szeroka. Perto do solstício de verão, o Wianki leva música e coroas de flores flutuantes ao Vístula. Em agosto um festival de pierogi ocupa uma das praças, e a partir do fim de novembro o mercado de Natal ilumina o Rynek. São todas ocasiões descontraídas e sociáveis.
Cracóvia tem uma forte tradição de música clássica, com concertos de câmara em igrejas quase todas as noites, além de clubes de jazz que funcionam desde a época comunista. Para uma refeição barata e bem local, experimente um bar mleczny, um bar de leite: um refeitório simples que serve pierogi, sopas e panquecas a preços baixos. É uma introdução autêntica e fácil ao dia a dia polonês.
Várias empresas organizam passeios a pé pagos com gorjeta pela Cidade Velha, por Kazimierz e por Nowa Huta, o bairro da época comunista. São um jeito fácil de entender a história da cidade e conhecer outros viajantes, e muitos grupos terminam o passeio tomando algo juntos.
A cerca de meia hora do centro, esta mina de sal centenária tem lagos subterrâneos, salões e uma capela inteira esculpida em sal, com lustres de cristais de sal. As visitas são guiadas e envolvem centenas de degraus na descida, então use sapatos confortáveis.
O antigo campo de concentração e extermínio nazista alemão fica a cerca de uma hora e meia de Cracóvia e hoje é um memorial e museu. A visita é emocionalmente pesada e precisa ser reservada com antecedência, mas é um dos lugares mais importantes para entender a história europeia moderna.
Prove os pierogi com recheios diferentes, o żurek, uma sopa azeda de centeio muitas vezes servida dentro de um pão, e o obwarzanek, um pão em forma de argola vendido em carrinhos pela cidade toda. Mercados gastronômicos e aulas de culinária são atividades compartilhadas divertidas e boas formas de conhecer gente.
Zakopane e os montes Tatra ficam a cerca de duas horas de ônibus ou trem. No verão há trilhas e lagos de montanha; no inverno, esqui e um clima aconchegante de cidadezinha de montanha. Um dia juntos na natureza é um bom próximo passo depois de um primeiro encontro.
O fim da primavera e o começo do outono, de maio a junho e de setembro a outubro, são as épocas mais agradáveis, com clima ameno e menos multidão. Julho e agosto são quentes e animados, mas cheios, e trazem os festivais de verão. Os invernos são frios, muitas vezes abaixo de zero, com dias curtos, mas o mercado de Natal a partir do fim de novembro e a Cidade Velha com neve têm seu charme. Pode chover o ano todo, então leve uma jaqueta leve.
A Cidade Velha e Kazimierz são compactas e melhores de explorar a pé. Bondes e ônibus cobrem o resto da cidade e circulam até tarde; as passagens são vendidas em máquinas dentro dos veículos ou nos pontos. Um trem liga o aeroporto à estação central em cerca de vinte minutos. Táxis e aplicativos de transporte são baratos para os padrões da Europa Ocidental. Muitos hotéis e hostels ficam a uma caminhada da praça principal.
O idioma é o polonês e a moeda é o złoty. Os jovens e quem trabalha com turismo geralmente falam bem inglês; os mais velhos, menos. Aprender algumas palavras, como dzień dobry para oi e dziękuję para obrigado, é bem-visto. Os poloneses podem parecer formais no começo, mas são hospitaleiros e se soltam rápido em grupo. Ao brindar, diz-se na zdrowie. Nos encontros marcados, a pontualidade é valorizada.
Kazimierz é o bairro favorito de estrangeiros que moram na cidade e de visitantes, com cafés, coworkings e bares. As ruas em volta da praça principal e a rua Floriańska estão cheias de viajantes, enquanto a região da universidade, perto do Planty, tem bares mais baratos. Cracóvia tem uma grande comunidade Erasmus e de funcionários de empresas internacionais, e as noites de intercâmbio de idiomas, os passeios a pé, os eventos de hostels e os encontros internacionais são jeitos fáceis de conhecer tanto moradores quanto outros viajantes.
Sim. É segura, compacta e barata, com muitos hostels, vários passeios a pé e uma vida noturna estudantil que facilita conhecer gente. As mesas compartilhadas dos bares em porões e as atividades em grupo ajudam a quebrar o gelo.
Três dias bastam para a Cidade Velha, Wawel, Kazimierz e Podgórze. Acrescente um dia para Wieliczka e outro para Auschwitz-Birkenau ou um passeio aos montes Tatra.
É bem mais barata que as capitais da Europa Ocidental. Restaurantes, transporte público e bares são acessíveis, os bares de leite oferecem refeições muito baratas e muitas atrações têm ingressos em conta. Na própria praça principal os preços são mais altos.
Não. O inglês é muito comum entre os jovens e nas áreas turísticas. Algumas palavras em polonês são bem-vindas, e no centro os cardápios geralmente estão disponíveis em inglês.
De maio a setembro, quando as mesas ao ar livre estão abertas, as margens do rio ficam cheias e acontecem os festivais. Durante o ano letivo a vida estudantil mantém os bares animados, e o mercado de Natal faz de dezembro uma época aconchegante e sociável também.
Cracóvia é uma cidade segura e valem as regras de bom senso de sempre: na primeira vez, encontre a pessoa num lugar público e movimentado, avise alguém de confiança aonde você vai e organize você mesmo a volta para casa. Cuidado com bares que mandam promotores abordar turistas na rua. A praça principal, Kazimierz e a beira do rio ficam movimentados até tarde e são lugares naturais para um primeiro encontro.